Poesia | Da Cauda ao Pescoço
ORGUMCONTO |
Este é um teste de postagem:
| tolagunestro |
Da Cauda ao Pescoço
É na batida solene que entorpece a mente
E ajuda a desfrutar do toque suave da chuva
Que parece lentamente a
acariciar e tratar como gente
a descrente serpente
O gosto quente do tempo
o faz aproximar novamente da vida
quase sempre perdida
Esquecida na ideia de
um Homem a delirar
Bem que fosse a sonhar
um futuro distante
Mas possível de Alcançar
Sente sempre fadado ao completo fracasso
sem nem ao menos almejar
O som frio do vento traz tão e somente
a dor do passado quase inexistente
Que poderia se recordar
se ao menos tivesse do que Lamentar
Como uma fera dormente que se recusa a caçar
E pouco a pouco, começa a se Devorar
Na solidão da carência
de sua miserável existência
A quem deverá perguntar:
Por onde começar?
Em resposta ao seu súbito vazio
o aclamado momento, enfim chegará.
Curti
ResponderExcluir